A vida começa no final da sua zona de conforto

Todo dia é a mesma coisa. O despertador toca às 06h30, ao som de cantos de passarinhos, ainda tá um pouco escuro lá fora, eu viro de lado na cama e começo, lentamente, o processo de abrir os olhos. Desligo o despertador que toca novamente 15 minutos depois, desta vez  ao som de “It’s a beautiful day”, e está definitivamente na hora de pular da cama. Acendo a luz, ligo o wifi dou uma checada no whatsapp e levanto, pra valer.

Vou ao banheiro, tomo um banho rápido, escovo os dentes, passo protetor solar, visto a roupa – que já estava separada desde ontem – sempre na mesma ordem: calcinha, sutiã, calça (ou saia) e blusa. Já na cozinha, bato uma vitamina de morango e banana e faço a torrada do pão integral. Enquanto a vitamina está no liquidificador coloco ração para meu cachorro e meus 3 gatos, que ficam alegres e desesperados ao me verem. Tenho exatos 15 minutos para tomar o café que consiste em preparar e comer.

Às 07h30 tenho que estar no quarto fazendo o último passo da preparação para um dia comum: maquiagem. E eu só tenho 8 minutos pra isso, acabo me embaraçando ao escolher os acessórios e arrumar o cabelo, é muito pouco tempo pra tanta coisa. Tiro aquela selfie marota de #lookdodia pra postar no snapgram, corro pra cozinha, pego meu lanche que também já está preparado desde ontem, tranco a casa, ligo os alarmes, corro pro carro e saio correndo, ao som do moço do rádio que sempre fala as mesmas desgraças: roubo, assédio, assalto, corrupção, lava jato e palavras vazias…

Todo dia o meu caminho pro trabalho é o mesmo. E eu sempre estaciono no mesmo lugar. Passo na porta das mesmas lojas e encontro sempre as mesmas pessoas, nos mesmos lugares, fazendo a mesma coisa que eu: correndo, porque estão atrasadas. Na porta daquela loja que conserta aparelhos domésticos sempre encontro os mesmos rapazes, que fazem as mesmas cantadas e eu começo a rir.

Chego no prédio, dou bom dia para os porteiros, aperto o 7º que eu meu andar, abro a empresa, coloco a bolsa na cadeira, ligo o computador, depois ventilador e abro a janela – sempre nesta mesma ordem. Quando o PC liga, abro o Chrome que já se inicia nas mesmas páginas de sempre: site da empresa + facebook da empresa + whatsapp web + e-mail + sistema de banners HTML 5 + sistema onde o pessoal do comercial lança os jobs do dia para a criação. Antes eu usava softwares de edição de imagem – Illustrator e CorelDraw – pra criação das minhas artes. Mas hoje, automatizaram até o meu processo criativo e todo aquele trabalho que era pra ser prazeroso, divertido e demorado acaba sendo mecânico, rápido e baseado em “tira isso daqui e troca por isso dali” – coisa que nós criativos odiamos.

Enfim “Zona de conforto” é esse o nome de onde estou me sentindo. Googlando essa palavra encontrei: 

“Zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não a causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. É uma região onde nenhum indivíduo se sente ameaçado.”

Estou me sentindo acomodada e acostumada embora confortável.

“A magia acontece fora da sua zona de conforto”

O que me separa da magia é apenas o medo criado no meu psicológico de que arriscar é perigoso demais. Eu ando refletindo bastante sobre o assunto e chego a afirmar que só conhecerei o mundo ao meu redor quando abandonar a zona de conforto e me abrir para as inúmeras novidades que a vida tem a oferecer.

Vem comigo, vamos avaliar a nós mesmos? Reflita no que você faz no seu dia, pense nas pessoas com as quais você convive, sobre os assuntos que você conversa e responda pra si mesmo: você está feliz com a vida que você leva? Não? Então mude!

AVISO: você só se sente confortável quando a coragem se sobrepõe ao medo.

Não é fácil, eu sei, mas tamo junto! Qualquer coisa me chama pra bater um papo, vou adorar trocar uma ideia com você.

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Uma designer mineira, 26 anos, podem me chamar de Mica. Luto contra eu mesma todos os dias. Às vezes ganho, às vezes perco… mas não desisto. Esperem de mim um bocado de textos sobre arte, flores, fé, receitas de bolo, amores e mimimi.