Eu esbarrei em você

Leia ao som de:

“Tu, é trevo de quatro folhas
É manhã de domingo à toa
Conversa rara e boa
Pedaço de sonho que faz meu querer acordar
Pra vida

Ai, ai, ai…”

Não acredito que relacionamentos possam surgir por sorte. Na verdade, eu nem acredito em sorte. Eu acho que amores surgem quando duas pessoas com objetivos semelhantes se esbarram, pela vontade de Deus, nesse mundo à fora.

Só sei que esbarrei em você.

Foi assim, de repente, eu estava desatenta, e como quem não quer nada, te encontrei. Foi divertido desde o primeiro momento, aquela troca de palavras soltas, com um tom de comédia descontraindo a tal da “primeira impressão”.

Você foi atencioso, uma empatia pura, barata e sem segundas intenções. Me fez ter aquela sensação de que te conhecia há tempos, mas veja bem, eu não te conhecia. Logo nos primeiros assuntos, coisas em comuns e aquela frase clichê: “eita, você também? pensei que fosse só eu!” Assuntos eternos e conversas que fluíam naturalmente.

Poucas horas depois já compartilhávamos risadinhas desajeitadas hahaha e assuntos pessoais (e desajeitados também).

E agora me acho até muito piegas por afirmar, mas entre tantas idas e vindas, tem gente que ficou aqui por tanto tempo, mas não me fez sentir nada – perto do que você fez em poucos dias (poucas horas até), um interesse meio maluco, uma vontade doida de te encontrar e ficar horas e horas relaxado, só conversando. Talvez seja porque eu esteja carente ou decepcionada com outras situações. Quem sabe seja por causa desse teu sorriso tão fofo e essa cara lerda e bonitinha com covinhas na bochecha – que você tem. Mas o fato é: lembrar de você me arranca sorrisos.

Pode ser que você seja só uma brisa de verão ou então uma daquelas chuvas que arrancam todo o telhado da nossa casa, sei lá. Eu só sei que eu esbarrei em você e tô querendo esbarrar de novo.

Adoro esse mistério: essa coisa toda de futuro incerto, tanto pra conhecer, tanto pra conversar. Mas é cedo demais e pode ser que a gente nem role, por isso que vamos vai indo com calma, mas preciso dizer: eu gosto do jeito de como as coisas estão caminhando.

Coisa linda, espero sinceramente que você não leia esse texto, do contrário morrerei de vergonha.

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Uma designer mineira, 26 anos, podem me chamar de Mica. Luto contra eu mesma todos os dias. Às vezes ganho, às vezes perco… mas não desisto. Esperem de mim um bocado de textos sobre arte, flores, fé, receitas de bolo, amores e mimimi.

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Micaela Garcia

Uma designer mineira, 26 anos, podem me chamar de Mica. Luto contra eu mesma todos os dias. Às vezes ganho, às vezes perco… mas não desisto. Esperem de mim um bocado de textos sobre arte, flores, fé, receitas de bolo, amores e mimimi.

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