Chega uma certa altura da vida em tudo que a gente quer é um amor tranquilo

Amores loucos como os de Hollywood que incluem beijos apaixonados debaixo da chuva ou agarrações na última fileira do cinema, já não parece tão bom como antes. Chega uma hora em que a gente quer é amar com calma, paz e companheirismo. Chega uma hora em que a gente quer um alguém com quem dividir a vida durante nossa simples rotina.

Uma rede pra nós dois, armada na varanda parece um ótimo lugar pra uma noite de pura paixão, acompanhada de um bom vinho – ou chocolate quente se estiver frio.

O bom mesmo é aquela conversa jogada fora sobre esperanças do futuro, filhos e viagens, tudo com muita risada e beijos doces com gosto de chocolate.

Acontece que nem todo mundo encara esse tipo de fase – e nível de maturidade que os dias corridos e cansativos nos impõem – e continuam acreditando que amores loucos ainda estão na lista das melhores coisas da vida. Acontece que nem todo mundo está disposto a ter um amor de tranquilidade, nem todo ficaria feliz assim. Claro que se minha vida girasse em torno disso, eu viveria amores de pular entre edifícios e mergulharia oceanos de maluquices e intensidade. Mas os dias tem sido tão corridos – e entre tantas coisas boas na vida – quando dá 20h de uma segunda-feira, eu só quero deitar no sofá com você e dar boas risadas assistindo aquela série boba de comédia, como é que é mesmo o nome? Ah, Friends with better lives.

Mas eu preciso dizer que vão ter dias em que eu vou querer ficar sozinha em casa, jogada no mesmo sofá, mas sozinha, você  me entende?

 

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Uma designer mineira, 26 anos, podem me chamar de Mica. Luto contra eu mesma todos os dias. Às vezes ganho, às vezes perco… mas não desisto. Esperem de mim um bocado de textos sobre arte, flores, fé, receitas de bolo, amores e mimimi.