Insistir ou desistir?

Tudo é uma questão de enxergar a situação com outros olhos. A gente se envolve com alguém, temos a tendência de não perceber os erros que cometemos e os erros que cometem conosco. Já faz tempo que seu beijo não me traz alucinações como antigamente, porém seu abraço continua me acalmando. Te encontrar no final de semana, não me dá mais borboletas no estômago, porém, quando estou triste é só no teu colo que eu penso, quando estou brava, só você me acalma e quando estou feliz quero dividir só contigo.

A gente tem se machucado, palavras cortam mais do que facas, palavras fazem o coração sangrar e quando paro pra pensar em nós dois, fico confusa e dividida entre toda as emoções inexplicáveis que você me fez viver/sentir e entre todas as suas cobranças em me fazer uma pessoa melhor. Dizem que quando se ama, devemos aceitar a pessoa como ela é, mas com a gente nunca foi assim. Talvez não fosse amor, ou talvez você simplesmente via muito potencial em mim e me queria sempre oferecendo mais ao mundo. De fato eu não sei.

A única coisa que eu sei, é que sai muito ferida de tudo. Quando terminamos você confessou coisas, que eu preferia não saber, se bem que, sabendo, me fez gostar menos de você, porque fico com raiva. Mas será que sentir raiva de alguém que você gostou tanto por tanto tempo é uma boa forma de dizer adeus? Você vacilou na forma como agiu nos últimos meses, mas isso justifica o meu agir mal também? Acredito que não.

Agora fico me perguntando, isto é um adeus ou um até logo?

Essa resposta só Deus tem, mas por enquanto eu fico aqui, prosseguindo com a minha vida. Tem dias que bem, forte e superada! Tem vários dias consecutivos que me sinto assim, até que tropeço em alguma coisa que me faz esquecer a raiva que estava do modo como você agiu e então fico lembrando só das coisas boas que vivemos. Confesso, hoje eu tropecei em alguma coisa que me deixou só com saudades. Mas estou com mais saudades AINDA do que poderíamos ser. Saudade de tudo que sonhei pra nós, saudade de toda a idealização. Pra mim era você, tava muito claro, muito certo. Não tinha como errar. Não sei se erramos. Talvez seja só uma fase pra ‘esquentar’ as coisas, pra tudo voltar como era no passado. Eu não sei.

Mas eu devo insistir ou desistir? Lembra aquele dia, eu pegando o trem de volta pra minha casa, você disse:

– “Se um dia terminarmos, o que você vai fazer?”

– “Vou embora pra bem longe daqui, pra te esquecer.”

Você terminou dizendo: – “Resposta errada. Se um dia terminarmos, você vem atrás de mim, we belong together!”

Tudo parecia fazer sentido, mas agora, vendo de uma outra perspectiva, sob o modo como você agiu tão insensível e egoísta, não sei o que devo fazer.

Aliás, eu sei, foi você quem disse adeus, vou seguir a minha vida e pensar o mínimo possível em nós dois, se alguém tiver que insistir e voltar atrás, é você. Afinal o primeiro adeus, foi você quem deu.

Talvez eu ainda esteja te esperando. Talvez não. Se quiser, vai ter que se arriscar.

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Uma designer mineira, 26 anos, podem me chamar de Mica. Luto contra eu mesma todos os dias. Às vezes ganho, às vezes perco… mas não desisto. Esperem de mim um bocado de textos sobre arte, flores, fé, receitas de bolo, amores e mimimi.